A Sua Renda É Compatível Com Seu Padrão De Vida?

Por | novembro 5, 2014

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Que o consumo é uma marca forte do capitalismo, disso todos sabem. O capitalismo não existiria se não houvesse quem consumisse. Toda a empresa que produz algum produto tem uma meta: vender para alguém consumir. E de maneira geral, quanto maior o consumo, maior o lucro dessas empresas.

Está vendo como o consumo é a base do nosso sistema econômico atual? Eles produzem, nós pagamos pelo produto para consumir e deixamos essas empresas mais ricas.

Dessa forma, a tendência é sempre sermos induzidos a consumir. Toda propaganda é destinada a atrair pessoas para comprar produtos e serviços. E vamos ser sinceros: são milhares de empresas que nos bombardeiam, tentando nos persuadir a comprar. E elas conseguem.

No meio de todo esse processo, tem empresas que nos ditam o que comprar. Algumas se posicionam como produtos e serviços “elites” enquanto outras possuem produtos e serviços para pessoas com menos renda.

Não importa o que seja, carro, tênis, comida, imóvel, eletrodomésticos, entre outras categorias, na maioria delas sempre haverá produtos mais caros e produtos mais baratos, independente da qualidade. Apenas a marca.

Com toda esse sistema de consumo que nos cercam, as pessoas buscam sempre pelo melhor. E é aí que mora o problema.

A Forma Errada De Aumentar O Padrão De Vida

A pergunta “qual o melhor produto que eu posso comprar sem prejudicar minha saúde financeira?” caiu no esquecimento.

A pergunta da vez, para muitas pessoas, é apenas: “qual o melhor produto que posso comprar?”. Essa decisão de compra muitas vezes atropela o bolso do consumidor, e o resultado final é dívida. Muita dívida.

O endividamento do brasileiro está alto. E cresce cada vez mais. Quantas dessas pessoas endividadas não se afundaram comprando produtos que não tinham condições de pagar?

Dentro de todo esse consumo, a sociedade busca algo chamado “padrão de vida”. O padrão de vida de uma pessoa é basicamente o que ela consome de produtos, serviços e o conforto que ela possui.

Dessa maneira há uma vontade constante de cada um de sempre subir nesse padrão de vida, como se fosse uma escalada de uma montanha. O ideal é sempre subir até chegar ao topo. Mas o grande problema é que essa montanha de padrão de vida não possui um topo. Sempre há mais o que subir.

Não estou criticando o aumento no padrão de vida. Eu acho que as pessoas precisam buscar sim um aumento no padrão de vida, mas da forma certa. Não da forma errada.

A Renda E Padrão De Vida Devem Andar De Mãos Dadas

A renda de uma pessoa e seu padrão de vida precisam estar alinhados. A realidade é que esse desalinhamento faz com que as pessoas se endividem muito, muitas vezes não conseguindo recuperar-se.

Para isso vamos entender a função da renda de uma pessoa, de forma clara, óbvia e muito simples: ela precisa cobrir todos os gastos. Se houver sobra, ótimo, há a possibilidade de formar um patrimônio. Muito óbvio e claro, certo? Então vamos analisar as três situações possíveis dessa definição.

Situação 1: A pessoa tem uma renda que paga todos os gastos dela e/ou da sua família e ainda sobra um dinheiro no fim do mês.

Situação 2: A pessoa possui uma renda que apenas paga todos os gastos dela e/ou da sua família. Nada de sobras. O que entra no bolso, sai.

Situação 3: A pessoa possui uma renda insuficiente para pagar seus gastos. Sempre no final do mês ela fica sem dinheiro e ainda tem dívidas para pagar.

Sem dúvidas, a melhor das hipóteses é a primeira situação. Mas cada uma delas tem seus devidos caminhos que podem ser tomados e serem mudadas. Uma pessoa que se encontra na situação 1, pode rapidamente passar para a situação 3. E uma pessoa na situação 3 pode passar para a situação 1. Depende apenas das decisões a serem tomadas e do planejamento.

Vamos supor que João seja um sujeito que se encontra confortavelmente na situação 1. Ele trabalha, sustenta sua família e ainda sobra dinheiro no fim do mês. Ele tem duas opções para a destinação do dinheiro em mãos: poupar e investir, aumentando o patrimônio e renda, ou simplesmente gastar mais, para aumentar o padrão de vida ou possuir luxos que não cabem em seu bolso.

Se nosso amigo João escolher gastar mais para aumentar o padrão de vida sem nenhum planejamento financeiro, ele poderá passar rapidamente para a situação 2 ou 3. Por isso a importância de renda e padrão de vida estarem alinhados. Mas João possui um amigo chamado Marcos, que falaremos dele agora.

Marcos, ao contrário do João, possui uma renda que é gasta por completo, pagando dívidas e contas. No fim do mês não sobra um centavo para ele. Mas ele também não deve nada a ninguém. Marcos pode muito bem passar para a situação 3, caso ocorra, por exemplo, um gasto emergencial, onde ele não contava. Um imprevisto.

Mas nosso amigo Marcos pode também passar para a situação 1, desde que tenha um bom planejamento financeiro. Uma boa visão do que entra e sai do bolso já é um bom começo. Depois disso é começar a cortar as dívidas de maneira eficiente, controlar os gastos adicionais e com os devidos cuidados, qualquer pessoa que se encontra em uma situação financeira ruim, poderá passar para uma melhor.

planejamento

Planejamento é a chave

O dinheiro que entra e sai do nosso bolso não possui um grande segredo. Pessoas podem especular em como ter a melhor vida financeira, mas no fim das contas a regra é simples: planejamento é a chave para o sucesso financeiro.

Se você planeja, tem uma visão clara do seus gastos e renda, sabe quando e como gastar, a situação tende a melhorar.

Nunca é tarde para iniciar um planejamento financeiro. Mesmo pessoas que se encontram numa situação endividada pode fazer planos para ter uma vida financeira melhor, até montar uma renda passiva com investimentos futuramente, usando até mesmo aplicações como CDB, LCI, LCA, títulos públicos, entre muitos outros. Não apenas isso. Quem possui uma situação financeira confortável, pode planejar-se para melhora-la ainda mais.

Claro que cada pessoa possui uma situação diferente. Algumas podem observar mudanças rápidas, outras talvez precisem de mais um tempo.

Uma pessoa que não tem educação financeira pode adquiri-la, e não é difícil. A realidade é que todos deviam saber planejar seus gastos, sua vida financeira, mas isso não é matéria de escola e muitas vezes não temos com quem aprender. Entretanto, se você é um pai, pode começar a ensinar educação financeira ao seu filho desde pequeno. Aqui está um exemplo de como pode ser iniciada.

Por isso vamos aprender mais sobre o nosso dinheiro. Afinal, ele esta presente nas nossas vidas todo o momento. Nada melhor do que saber como doma-lo.

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